terça-feira, 15 de dezembro de 2009

20ª OFICINA

Na última oficina, falamos sobre Linguagem Figurada: onde poderíamos encontrar figuras na linguagem cotidiana; as várias possibilidades da linguagem figurada no texto literário. Foram levados vários tipos de textos e solicitado que os professores identificassem figuras de linguagem nos textos da coletânea.

Em seguida lemos o trecho abaixo:

"Lembrando que uma escola que se pretende atualizada e adequada aos seus educandos não pode ignorar a necessidade de realização da autonomia do sujeito na e pela leitura, e deixar de ser apenas reprodutora de imagens e textos alheios. (Ribeiro, 2003a, p.23)."

E passamos uma relação de sugestões de leitura, apresentada pela nossa formadora da UNB, Aya Ribeiro:


•BAUDRILLARD, Jean. A transparência do Mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 1992.

•CARLSSON, Ulla; FEILITZEN, Cecília von (Org.). A criança e a violência na mídia. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 1999.

•CARLSSON, Ulla; FEILITZEN, Cecília von (Org.). A Criança e a Mídia: imagem, educação, participação. – São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2002.

•COSTA, Marisa V. (Org.). O Currículo nos Limiares do Contemporâneo. 2 ed.; Rio de Janeiro: DP&A, 1999.

•CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. Campinas: Papirus, 1995.


•ECO, Umberto. A estrutura ausente.São Paulo: Perspectiva, 1987.

•GEERTS, C. A invenção das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

•HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação & Realidade, v. 22, n.2, jul./dez., 1997.

•HALL, Stuart. Identidades Culturais na pós-modernidade. Trad. Tomaz T. da Silva; Guacira L. Louro. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.

•LARAIA, R. Cultura. Um conceito antropológico.11 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

•MERLEAU-PONTY, M. Phénomenologie de la perception. Paris: Galimard, 1945.

•OLIVEIRA, I. B.; SGARBI, P. (Org.). Fora da escola também se aprende. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

•SANTOS, B. S. Pela mão de Alice – o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1995.

•RIBEIRO. O.M. A Arquitetura da realidade: espaço e criação, linguagem e gênesis. Revista Art &Educação. Nº II. 2004.

•SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Cia das Letras, 1997.

•SAUSSURE, F. de. Curso de Lingüística Geral, São Paulo, Cultrix, 1974.

•SCHAFF, A. Langage et conaissance. Paris: Antropos, 1974.

•WILLIANS, R. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

•VEIGA-NETO, A. Cultura e currículo. Contrapontos. V. 2 nº 4, jan-abr., p. 43-51.


Encerramos as oficinas no ano de 2009, com o comprometimento de continuar as tarefas e aplicação das atividades em 2010. Os professores cursistas sugeriram inclusive, continuar com os encontros periódicos, para trocar ideias e explorar o material disponibilizado em conjunto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

19ª OFICINA

Iniciamos assistindo os slides sobre arte: "Klassika", observando as obras, a riqueza de detalhes e pensando de que maneira poderíamos gerar situações de leitura e escrita a partir daqueles quadros. Os professores constataram que cada obra apresentada poderia ser assunto de debate em sala de aula, e posterior produção textual. Deram-se conta que poderiam fazer exercícios de leitura sem nenhuma palavra registrada na tela, apenas observando as imagens, as cores e as situações.

Viram a seleção de imagens da professora Maria Aparecida de Sousa, que trazia fotos, pinturas, estátuas, desenho de cordel.Foi discutido de que maneira cada uma delas poderia ser trabalhada.

Em seguida, foram apresentadas obras do surrealismo, onde as imagens se confundem, se misturam, o impossível se torna possível através da arte. A escrita sendo um tipo de arte, também torna tudo possível, basta convencer nossos alunos disso. Através dela pode-se estar em todos os lugares, fazer todas as peripécias e ainda mudar o que não se gosta.É um modo de estimular a criação, a imaginação. No papel tudo é permitido!

domingo, 6 de dezembro de 2009

18ª OFICINA

Nesta dia trabalhamos com os slides de "Oficinas de Leitura e Produção de Textos", cedidos pela formadora da UNB, professora Aya Ribeiro. Foi apresentado o projeto desta oficina e conversado a respeito de como proceder em sala de aula. Resumidamente, falamos sobre:

"Passos das oficinas de leitura e de produção de textos: a criação de situações de uso da linguagem.

1ª. Fase: Negociação e leitura

2ª. Fase: Produção textual

Escrita: trabalho em que se envolvem plano, texto, correção e reescrita.

•O que ou sobre o que escrever?
•Para quem escrever?
•Por que escrever? Com que objetivo?
•Para quê? Há uma justificativa para escrever esse texto?
•Onde se passam os fatos? Onde você deseja veicular seu texto?
•Quando aconteceram os fatos? No passado? No presente?
•Como você os contará? Em forma de uma história?
•Quem será o narrador? E a ou as personagens?"

Os professores comentaram como é importante a questão da releitura e autoavaliação dos textos. Como é positivo expor as produções e contar, explicar as intenções que se teve ao escrever. O aluno aprende fazendo, refazendo, tentando! Os cursistas comentaram da dificuldade de algumas crianças em escrever qualquer coisa, é mais fácil dizer que "não sabe", do que tentar. Vem aí o papel de intermediador do professor, estimulando, desafiando, instigando os educandos a colocar no papel, ou mesmo na "ponta da língua" o que pensam, o que imaginam, o que criam.

Foi um dia bem produtivo, pois os participantes refletiraram sobre a prática de como se cobra a escrita em sala de aula. Viram algumas maneiras de proporcionar a produção textual sem que fosse uma coisa difícil, complexa para os alunos, partindo do cotidiano, das vivências, do mundo da criança.

domingo, 29 de novembro de 2009

17ª OFICINA

O assunto em pauta da 17ª oficina foi a GRAMÁTICA.

Iniciamos assistindo ao vídeo "O assalto". Em seguida os professores colocaram seus pontos de vista sobre o ensino de Língua Portuguesa nas escolas e como, ainda hoje, acaba ocorrendo uma cobrança maior dos professores desta disciplina, quando na verdade, é um trabalho que deve ser feito por todas as áreas. Foi um momento de grandes elogios ao material do Gestar II, que apresentou possibilidades diversificadas e mais próximas à realidade dos alunos. Os cursistas comentaram da dificuldade de usar o livro didático, recebido do governo, com textos e contextos diferentes da realidade dos educandos, diversos dos conhecimentos de mundo dos alunos.

Procuramos:
•1- caracterizar a gramática interna e o ensino produtivo;
•2- caracterizar a gramática descritiva e o ensino reflexivo;
•3- caracterizar a gramática normativa e o ensino prescritivo.

Falamos sobre frase, oração e período, e das diferentes organizações da frase e do período em cada texto.
Foi sugerido que os alunos fizessem uma coletânea com vários tipos de texto e trabalhassem em grupo para ler e perceber as diferenças na estruturação frasal.

domingo, 22 de novembro de 2009

16ª OFICINA

A 16ª oficina baseou-se na LEITURA e seus cruzamentos (rede de significados X rede de imaginação).
Foram apresentadas figuras de fundo e sugerido que cada um dissesse o que enxergava.A partir das diferenças no modo de "ver" as figuras, conceituamos leitura, leitor e interlocutor.

Em seguida trabalhamos com a história do GATO FEIO. Depois da leitura, algumas professoras se emocionaram e pensaram em trabalhar com os alunos a argumentação através desta história. Qual é a opinião das crianças sobre o Gato Feio? O que elas fariam? Instigar a expressão oral sobre o que é importante na vida.

Discutimos também a importância de se levar em conta a bagagem de cada aluno, associando a leitura ao conhecimento de mundo de cada um. Mostramos várias tiras de histórias em quadrinhos que trabalham com isso.

Finalizamos com o clip da música Another Brick In the Wall, do Pink Floyd, e com a análise da letra. Que tipo de alunos queremos, afinal?

domingo, 15 de novembro de 2009

15ª OFICINA

A 15ª oficina realizou-se no dia 10 de novembro.

Retomamos a intertextualidade fazendo a leitura do texto Outras Vidas, de Vanessa Mello.

Em seguida, leitura do texto "Notícia de Jornal", de Fernando Sabino:

"Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa - não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar.
Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da rádio patrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreu de fome."


Após, "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto:


"De sua formosura
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher.



De sua formosura
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,marca de humana oficina.



Sua formosura
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante.



Sua formosura
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisasnas suas já adivinha.



De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha.


De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza.



De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva.


De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.



É tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
Belo porque é uma porta
abrindo-se me muitas saídas.


Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia.
É tão belo como as ondas
em sua adição infinita.



E belo porque com o novo
todo o velho contagia.
Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia.


Infecciona a miséria
com vida nova e sadia.
Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria."


Depois de apresentar os dois textos acima, foi lido o terceiro texto, que é uma crônica produzida com intertexto relativo ao "Notícia de Jornal" e "Morte e Vida Severina".


Pariu no Corredor do Hospital
(Renata Appel)


"Leio no jornal a notícia de uma mulher que pariu no corredor do Hospital Fêmina. Jovem, negra, pobre, pariu no corredor do hospital, com poucos socorros, em pleno banco estofado, em meio a enfermeiras, médicos e pacientes. Somente abriu as pernas e deu à luz.
Pariu no corredor do hospital. Gritou por ajuda, clamou por assistência médica. No entanto, o tempo não pôde esperar e acabou parindo em pleno corredor.

Gestante pariu no corredor de hospital. A enfermeira disse que havia falta de quartos. Fêmina apresentava super lotação de parturientes. E a pobre negra somente abriu as pernas e deu à luz.
Eis que de seu ventre surge um menino magro. De muito peso não é, mas tem peso de homem, de obra de ventre de mulher. É uma criança pálida e franzina. Mas tem a marca de homem, marca de humana oficina.

Pariu no corredor do hospital. Entre diversas enfermeiras, médicos e pacientes. Mulher pobre. Sozinha. Miserável. Gestante. Jovem demais. Negra. Baixo nível. Ignorante. Um bicho, uma coisa - não foi tratada como digna parturiente. E pariu no corredor do hospital. E eis que de seu ventre salta uma criança pequena. É tão bela como um sim numa sala negativa. Não é responsabilidade dos profissionais, nem do hospital, nem das autoridades. O que têm a ver com o fato? Deixa a mulher parir em pleno corredor.
E ela, o que faz? Jovem e destemida dá à luz sobre um banco estofado, sem recursos e com pouco auxílio. E eis que de seu ventre nasce o menino. Somente após o ocorrido, a jovem é amparada. Nos braços, o rebento abençoado infecciona a miséria com vida nova e sadia."

Os cursistas perceberam que a intertextualidade é o diálogo de um texto com outros textos.
Assistimos ao vídeo "Língua- Vidas em Português" e para finalizar a oficina, fizemos a associação do filme com o texto "Babel é aqui: todas as línguas do português", da nossa professora Ormezinda Maria Ribeiro - Aya.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

14ª OFICINA

A 14ª oficina, ocorreu no dia 03 de novembro.

Iniciamos falando que os professores de língua portuguesa não ensinam "português", ensinam uma variante culta, padrão. Os alunos aprenderam a falar em casa, ou seja, trazem uma variante. Para reflexão, assistimos ao vídeo do Pink Floyd, mostrando como o ensino pode ser massificado, como podemos transformar nossos alunos em "robôs".

Para amenizar, foi a vez do vídeo de Chico Anysio, somente com palavras com "M". Em seguida, foi lido o texto de apoio "Sim, sou seu súdito", de Fábio Henrique Gimenez Nagata, somente com palavras com "S".


Os cursistas tiveram que ampliar a frase "O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA".

"O RÁPIDO RATO ROMEU RUIDOSAMENTE ROEU A ROUPA RUBRA RELUZENTE DO RICO REI ROBERTO RIBEIRO DA ROSA ROCHA, DA REQUINTADA ROMA. A RAINHA RAQUEL RAPOSO DA ROSA ROCHA, RABUGENTA, RANZINZA, RAQUÍTICA, RINDO, ROEU RAPIDAMENTE O RESTO, RESTANDO RESQUÍCIOS ROTOS. O REI RESTRINGE-SE A RALHAR RISPIDAMENTE RATOS ROEDORES E A RAINHA REINA RADIANTE ROMA."


Trabalhando com o Intertexto, assistimos:
- Hino Nacional Patrocinado
- Propagandas
- Revistas
- Profissões

Fizemos a leitura de O carteiro chegou e os professores perceberam a intertextualidade com outras histórias infantis: Os Três Ursos, João e Maria, João e o Pé de Feijão, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Cachinhos Dourados. Foram percebidos também os diferentes tipos de correspondência entregues pelo carteiro. A atividade dos professores foi, usando o mesmo recurso do livro O carteiro chegou, escrever uma história infantil fazendo alusão a outras histórias.

13ª OFICINA

No dia 27 de outubro, no Laboratório de Informática da EMEF Germano Dockhorn, ocorreu a 13ª oficina do Gestar de Língua Portuguesa.

Os cursistas iniciaram lendo "Sugestão de Códigos de Revisão de Texto", e hipotetizaram de que maneira poderiam criar com seus alunos esse tipo de código.

Depois, foram apresentados os objetivos do TP1:
- relacionar língua e cultura;
- identificar os principais dialetos do Português;
- identificar os principais registros do Português;

Quando discutido sobre a variação linguística, foram apresentados os seguintes vídeos:
- Dicionário Mineirês/Portugueis
- Mineirinho dando notícia
- Só nordestino entende
- O nome dos filmes no Dicionário Gaúcho
- Como o brasileiro elogia uma mulher
- O matuto vai ao cinema

Após cada vídeo, eram colocadas as impressões de cada participante. Dentro da variação linguística também, foi lido um texto "Quando se tem doutorado.../ Quando se tem mestrado..." para mostrar como uma mesma coisa pode ser dita de maneiras diferentes e mais ou menos rebuscada, dependendo do grau de instrução de cada pessoa.

Viram também "Chico, o orador da turma" e "Orador de Direito", momento de muita descontração e riso.

Em seguida, leram o texto sobre o Alfredão e foi sugerido que, ao trabalhar com os alunos, fizessem a reescrita com outro linguajar típico. Os professores receberam como texto de apoio "Um passeio pelas gírias através dos tempos".


Um passeio pelas gírias através dos tempos
Ormezinda Maria Ribeiro- Aya


Ainda garoto, levei uma taboa, nos idos de 1930. Eu era um almofadinha, pé rapado, liso que nem pau-de-sebo. Fiquei jururu. É fato, mas jurei me tornar um figurão abonado pra nunca mais ouvir uma ladainha daquela lambisgóia. Fiquei quase uma década me recuperando dessa malfadada sorte. Depois resolvi recobrar o tempo perdido e correr atrás de um brotinho, um chuchu que conheci em um desses balangandans que freqüentava na época. Convidei aquela tetéia para assistir a uma chanchada, a coqueluche do momento. Foi a maior fuzarca. O pai dela não gostou nem um pouco. Levei uma carraspana. Só me esqueci desse bafafá dez anos depois. Tomei um chá de cadeira sem igual. Não seria fácil paquerar aquela uva. Ela não se esqueceu do fuzuê. Eu já estava ficando coroa, mas ainda era pra frente e bacana paca, um tremendão. Além do mais, meu chapa, nos anos 60 eu não era nenhum pé de chinelo. Era um cara boa pinta, tinha um carango envenenado, um papo firme. Desses de fazer qualquer gata gamar. E uma coisa era certa não era pelego e nem cafona. Resolvi dar uma esticada e encarar uma boazuda. Estava a fim de uma gata barra-limpa e não era de mancar. Mas ela tirou onda no maior ziriguidum. Veio com aquele papo furado e eu, que estava naquela de pode vir quente que estou fervendo, curti a maior fossa. Mais 10 anos, Bicho, desisti da uvinha que a essas alturas já estava meio passada, um bicho grilo Não era mais um pedaço-de-mau-caminho. E eu anda era um pão. Não era de se jogar fora. Estava a fim de uma fofa. Numa boa, podes crer! Tentei fazer a cabeça dela. Que barra! Eu estava por fora. Ela não gostou da chacrinha. Entrei pelo cano. Foi chocrível: ela me chamou de goiaba e deu no pé. Já era. Enveredei pela política. Virei biônico, fiquei careta, o maior caxias. Deixei de ser aquele cara jóia que transava o amor no maior breu, curtindo adoidado. Nem tchum para as coisas do coração. Meu negócio era tutu, bufunfa, grana maneira. Entrei de bode nos anos 80, meio deprê, mergulhei naquele economês fajuto, preocupado com as patrulhas ideológicas, vendo a beleza passar no movimento daquelas minas de fio dental. Que massa! Como me senti brega! Chegaram os anos 90 e eu decidi acordar para a vida. Nas ruas, os caras pintadas faziam pressão. Já aposentado, por pouco levaria a pecha de boiola. As minas da minha galera viraram gastinhas. Embacei demais. Fiquei muito tempo pagando um sapo Vou entrar de sola em outra praia. Estou na área e vou lançar meu olhar quarenta e três, pensei. Antenado, quis deixar de ser um mala e parti para a azaração. Não queria mais queimar o filme. Descobri que ficar é o bicho. Chega de rolo e de encoleirar. Achei uma pitchula lipada e fui sintonizar o canal. Sou um animal. Estava convencido. Vestido como um mauricinho à procura de uma patricinha filé que me desse mole, fui chavecar. Não sou nenhum papa-anjo, mas resolvi jogar meu papo um-sete-um pra cima da primeira maria gasoza que me atravessasse. Estava disposto a liberar a verba. Que furo! Paguei o maior mico! Amarradão, encarnei uma ganzepa meio fubanga. A essas alturas da vida, Mano Brown, não poderia escolher muito. O que pode querer um velho rico e solitário? Também não estava a fim de nenhuma perua tranquera. Estava me sentindo assim fuderoso. Meio travado, entrei de sola, cheguei na popozuda. Escamosa, me chamou de tio sukita. O vacilão aqui ainda pensou que era elogio. Fiquei na pista. É mesmo o fim do século. Pirei na batatinha, quando um Lobão chegou de lado e mandou: “Ai, vei, valeu! Simbora que eu vou vazar com a cachorrona”. Aí já era demais! Outra táboa esse meu coração matusalém não agüentaria. Viajei no tempo... Fui!...

Artigo publicado no caderno "I", Coluna "Opinião", edição nº 6085 do Jornal de Uberaba, p. 02, dia 06/01/2007.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

12ª OFICINA

No dia 20 foi realizada a 12ª oficina da formação do Gestar II, para os professores de Língua Portuguesa de Três de Maio.

Iniciamos a oficina fazendo uma avaliação da programação do "Autor Presente", atividade pensada e executada como parte do Projeto dos professores para o Gestar.

Em seguida, relembramos os provérbios e vimos os slides sobre o assunto. Foi solicitado que os professores fizessem um texto utilizando os provérbios. Eles resolveram "brincar" com a atividade e produziram o seguinte:


AUTOR PRESENTE
No dia 13 de outubro, a Rede Municipal de Ensino recebeu o autor Otavio Reichert, que não é nenhum Paulo Coelho, mas melhor um pássaro na mão do que dois voando.
O autor dissertou sobre diversos temas de interesse dos educandos, como a leitura, escrita e atenção em classe, o que foi uma bela mão na roda para o trabalho dos docentes.
Muitos trabalhos foram desenvolvidos em sala de aula, sobre as obras do autor. Cartazes, jograis e até um teatro dirigido pela professora Rosane Margarete, da Escola São Pedro, colaboraram com o chá de cadeira cultural proporcionado a todos naquele dia.
Podemos citar também o fato dos professores terem pagado o pato por não saberem o que significava a palavra cambona.
Porém, foi muito boa a iniciativa do grupo do Gestar de Três de Maio em trazer o autor que enriqueceu culturalmente toda a comunidade escolar.



Os professores assistiram e discutiram os Vídeos "Vida Maria" e "Chico Bento no shopping" e pensaram propostas para trabalhar com esse material em sala de aula.

domingo, 18 de outubro de 2009

11ª OFICINA e AUTOR PRESENTE

No dia 13 de outubro os cursistas de Três de Maio tiveram um dia cheio!
Começamos a segunda etapa de formação com a leitura dos textos de apoio Lecionei a todos eles e A escola ensina para a vida?, com uma rica discussão sobre o papel do professor.
Foi relatado o que aconteceu em Porto Alegre e como seriam desenvolvidas as próximas oficinas para terminarmos até 16 de dezembro. Os cursistas fizeram uma exploração do TP1.



(Professores cursistas do Gestar II, autor Otavio Reichert, Secretária de Educação de Três de Maio e Diretora da Escola Municipal Germano Dockhorn)


Neste dia, como parte do Projeto de Leitura e Escrita, estiveram conversando com os alunos da Rede Municipal de Ensino dois autores: Otavio Reichert (para os alunos das séries finais do ensino fundamental) e Marô Barbieri (para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental). As obras desses autores haviam sido estudadas e trabalhadas por todas as turmas e os alunos produziram cartazes, reescreveram livros, encenaram teatro, declamaram poesia, fizeram perguntas e ouviram atentamente tudo que os convidados disseram! Foi um trabalho gratificante e, com certeza, mais uma semente foi plantada nessas crianças!



(Marô Barbieri)




(Produção dos alunos sobre as obras da autora)




(Apresentação dos alunos sobre obra da autora)







(Otavio Reichert - no fundo painéis sobre contos do autor)


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

2ª ETAPA DE FORMAÇÃO EM PORTO ALEGRE



Com muita alegria de 28/09 a 02/10 estivemos em Porto Alegre para a segunda etapa de formação do Gestar II/RS. Foi um período de muita aprendizagem, trocas, experiências e estudo.



No primeiro dia, cada município apresentou o trabalho desenvolvido pelo Gestar. Nos outros, estudamos os TP5, TP6 e TP1.



Temos até 18/12 para proporcionar mais 40 horas de oficinas para nossos cursistas e encerrar as atividades do Gestar II; significa que teremos muito trabalho nesses próximos meses para vencer todos os conteúdos!!!!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

DÉCIMA OFICINA

No dia 22 de setembro foi finalizada a primeira etapa de formação em Três de Maio.
Os cursistas assitiram ao "Rir é o melhor remédio" e depois fizeram a avaliação e auto-avaliação do curso!


AVALIAÇÃO DO GRUPO

EXPECTATIVAS
"Buscamos novas técnicas e novos subsídios para desenvolver nosso trabalho em sala de aula. Levando em conta que nem todos os cursistas são profissionais da área de Língua Portuguesa, a expectativa é maior, pois se busca um aprendizado ainda maior para desempenhar a função na disciplina.
Novas teorias; novas técnicas; novos estilos; novos textos."


DIFICULDADES PEDAGÓGICAS
"O material é maravilhoso!
É de fácil aplicabilidade, porém, achamos o tempo curto para desenvolver todas as técnicas, pois, além disso, a escola precisa desenvolver outros temas e projetos, inclusive projetos externos aderidos pelas escolas (Agrinho, Trânsito, Rotary...).
Todas as técnicas são acessíveis a todas as turmas, basta adequá-las."


CONSTRUÇÃO DO PROJETO
"Elaborado em conjunto, com embasamento teórico e discussões das práticas.
O projeto já está sendo aplicado (estamos estudando as obras dos autores Otávio Reichert e Marô Barbieri, com a visita deles agendada para o dia 13 de outubro - marcamos também um concurso de redação para o dia 11 de novembro).
O tema foi escolhido de acordo com nossas dificuldades e necessidades, e dentro da nossa área de trabalho."


AVALIAÇÃO DO CURSO
"- Foi dentro das nossas expectativas;
- A formadora, Scheila, soube encaminhar muito bem suas propostas;
- Ambiente agradável;
- Material disponível e em acordo com as práticas;
- Recursos variados (audio-visuais e pedagógicos)."


AUTO-AVALIAÇÃO - SANDRA
"O curso Gestar II de Língua Portuguesa foi muito proveitoso, pois como não sou da área, trouxe sugestões de atividades, textos, embasamento teórico. O meu trabalho com os alunos está sendo mais atrativo, mais criativo e os alunos estão participativos. Eles esperam o retorno da professora após o curso, com as novidades para as aulas de Português."


AUTO-AVALIAÇÃO - GLAUBER
"Considero-me um cursando preocupado em encontrar novas formas de trabalhar a Língua Portuguesa em sala de aula. Desta forma, creio que atendo aos anseios do curso, que espera tal determinação dos professores.
Quando possível, apliquei em sala de aula o que foi sugerido nas oficinas do Gestar, o que resultou em excelentes resultados para o aprendizado dos educandos, bem como no meu aprimoramento profissional.
Enfim, creio ter tido um bom desempenho nesta primeira etapa e espero repeti-lo na posterior."


AUTO-AVALIAÇÃO - ROSANE
"O curso foi muito proveitoso. Tudo o que recebemos nas aulas foi possível aplicar com minha 5ª série. As propostas e as técnicas apresentadas podem ser facilmente adequadas as séries em que trabalhamos.
Gostei muito do Gestar! Aproveitei ao máximo cada oficina e procurei aplicar todas, com satisfação nos resultados."



AUTO-AVALIAÇÃO - ADRIANA
"Este curso foi muito proveitoso, pois nos proporcinou um aprimoramento quanto às nossas práticas em sala de aula.
Quanto a minha participação, acredito que foi válida, pois participei ativamente dos encontros, onde além da teoria, colocamos m prática no próprio curso o que nos foi passado, isto é, elaboração de textos, produção de baralhos educativos entre outros."

domingo, 20 de setembro de 2009

NONA OFICINA

No dia 15 de setembro, foi realizada a penúltima oficina da primeira etapa de formação do Gestar II em Três de Maio.
Foi um encontro dedicado ao TP5 - ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO e aos seguintes objetivos:
- compreender a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da Estilística;
- reconhecer alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra;
- relacionar os discursos direto, indireto e indireto livre a alguns recursos expressivos da frase e da enunciação;
- caracterizar a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais;
- verificar como se constrói a coerência nos textos
Em princípio, foi feita a leitura do texto Os diferentes estilos, de Paulo Mendes Campos e comentários sobre os estilos usados e as características de cada um.

Em seguida, foi apresentada uma imagem e solicitado ao grupo que fizessem uma narrativa a partir dela.

Após, efetuou-se a leitura do texto Coisas Típicas do Brasil, de Jô Soares e ocorreu uma rica discussão sobre a questão da coerência e coesão do texto, levando em conta a ironia intencional exposta através dele.

COISAS TÍPICAS DO BRASIL

Windsurf, jogging, jeans, coberturas, walkman, skate-board, filmes enlatados, tranquilizantes, surf, merchandising, motéis, Castel, house-organs, Play-boy, Lui, desodorante vaginal, cigarros com filtro, marketing, design, Fiorucci, Régine’s, Sheraton, week-end, supermercados, carisma, Hippopotamus, táxi-girl, Texaco, topless, hora do rush, scripts, pool, playground, offset, secretária eletrônica , nylon, acrílico, makeup, blecaut, intervews, specials, impeachment, high-fidelity, cassetes, flashs , escova de dente elétrica, parkeamento, executivos, lavagem cerebral, Méridien, dumpings, doping, close-up, bone-steaks, bacground, cartoes de crédito, rock,, kleenex, lobbies políticos, agit-prop, clubes do livro, psicanálise, waffles, pizza, puzzles, jogos eletrônicos, spray, spread, cerveja em lata, Bob’s, disk-jóqueis, pesquisas de mercado, juventude, Coca-Cola, and so weiter.


No final foram retomadas questões práticas de aplicação do projeto nas escolas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Atividade com baralho de imagens


Professor Glauber em atividade com o baralho de imagens - conjunções



Professora Rosane Lesses em atividade com o baralho de imagens.



Produção de textos.



Produção de frases.







OITAVA OFICINA



No dia 01 de setembro a oitava oficina começou com a leitura do poema Traduzir-me , de Ferreira Gullart:

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?


Após a leitura, cada professor, oralmente, respondeu "quem era", se traduzindo para o grupo.

Foi um encontro dedicado as atividades desenvolvidas pelo projeto (de leitura e produção textual), a organização da visita do "autor presente", prevista para o dia 13 de outubro e a elaboração de um baralho de imagens para criar frases, histórias.










segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Produção dos alunos da Rede Municipal - TP4

Produção textual, utilizando as seguintes palavras, mesmo que seus significados fossem desconhecidos: MUXUANGO,HERMENEUTA, VITUPERADO, DEFENESTRAÇÃO, PERFUNCTÓRIO, IGNÓBIL, SIBILINO, UXORICÍDIO, APOPLEXIA, FALÁCIA


TEXTO

Há uma casa MUXUANGO
Em que todos falam que é IGNÓBIL,
Que há um PERFUNCTÓRIO
E alguém que tem APOPLEXIA
Fala como se fosse HERMENEUTA,
Ah, seu nome também é SIBILINO
Sempre VITUPERADO,
Jeito de FALÁCIA,
E prática de UXORICÍDIO
Louco por DEFENESTRAÇÃO
Difícil entender essa paixão!

Alunas: Vanessa e Micheli

UMA HISTÓRIA DE AMOR

No planeta MUXUANGO havia uma princesa chamada HERMENEUTA. Vivia muito feliz até que um dia aconteceu uma festa onde conheceu SIBILINO. Eles se apaixonaram.
Um dia resolveram fugir e passaram pelas seguintes cidades: UXORICÍDIO, DEFENESTRAÇÃO e pararam em VITUPERADO. Resolveram se casar. No dia ele desmaiou e foram até a cidade de FALÁCIA, mas lá não tinha hospital por perto e lhes informaram que só havia hospital em IGNÓBIL. Lá descobriram que ela tinha APOPLEXIA e levaram-na até o PERFUNCTÓRIO. Lá ela falou para Sibilino que o amava muito e no mesmo instante parou de respirara e morreu. Sibilino se envenenou e também morreu. Dizem que eles não morreram e continuam vivos nos corações dos apaixonados.

Aluna: Caroline Knorst
Série: 5ª


PALAVRAS ESQUISITAS

Um dia eu comi um morango
Tinha gosto de MUXUANGO.
De repente, DEFENESTRAÇÃO era minha tia.
APOPLEXIA chegou com seu amigo,
IGNÓBIL, parecia o Smalville.
Ele tinha uma tatuagem na paleta
Eu pensava que era uma HERMENEUTA.
Mas não, ele disse que era uma DEFENESTRAÇÃO,
Ele veio da Malásia, de uma cidade chamada FALÁCIA
Ele falou que lá várias pessoas usavam o UROXÍCIO,
Isso provocava o homicídio.
Ele trabalhava em um consultório
Chamado PERFUNCTÓRIO.
O nome de seu patrão era SIBILINO,
Seu apelido era Adilino.
Seu chefe chegou todo cagado,
e botaram outro apelido: VITUPERADO.

Alunos: Guilherme e Róbson
Série: 8ª

MINHA MENINA


Minha menina, me sinto um MUXUANGO, quando te vejo, meu coração bate completamente VITUPERADO.
Eu sinto APOPLEXIA quando estou perto de você. Você é minha Deusa, e toda essa DEFENESTRAÇÃO que você causa em mim, é tudo fruto do nosso grande amor.
Um dia, quando te vi do outro lado da rua, atravessei IGNÓBIL ao teu encontro, infelizmente, ganhei uma HERMENEUTA na cabeça quando fui atropelado.
Fui para o hospital e ganhei PERFUNCTÓRIO na veia, melhorei e saí correndo a sua procura.
Sou um eterno SIBILINO por você e nunca irei te esquecer, apesar de não ganhar muito dinheiro, estou procurando alguns MUXUANGOS por fora, para arrumar uns trocados.
Apesar de tudo isso, eu ainda te amo!
Minha eterna FALÁCIA!

Alunos: Bruno e Rafael


RECEITA PARA BOLO

Ingredientes:
- 4 xícaras de DEFENESTRAÇÃO
- 1 xícara de SIBILINO
- 1 xícara de IGNÓBIL
- 1/2 xícara de FALÁCIA
- 1 xícara de APOPLEXIA
- 2 xícaras de UXORICÍDIO
- 2 colheres de HERMENEUTA

Modo de Preparo: Misture todos os ingredientes deixando por último a APOPLEXIA, UXORICÍDIO e HERMENEUTA para fazer o recheio. Bote todos os ingredientes no liquidificador e deixe batendo por 50 segundos.
Modo de preparar o recheio: Pegue o MUXUANGO e deixe batendo na batedeira por alguns segundos. Depois pegue o VITUPERADO e o PERFUNCTÓRIO para fazer a cobertura do bolo.

Aluna: Thaila Carvalho

Produção de música- alunos da E.M.E.F. SÃO PEDRO

AMIGOS DO RIO URUGUAI

JOÃO CARLOS LOUREIRO (LETRA)
ODEMAR SANCHES GERHARDT (MÚSICA)
CARLOS AUGUSTO LOSEKAN ( MÚSICA)

Se lá no povo entre os blocos de cimento
Sentir no peito uma espécie de vazio
Junte a piazada, tranque seu apartamento
Venha “pra” costa ouvir o canto do rio
Depois d enoite quando a lua vem saindo
E a prosa mansa na varanda tem início
Entre os amigos do Uruguai por parceria
A correnteza chora e canta por capricho
Cada pesqueiro tem histórias e lembranças
Cada linhada busca um sonho pescador
Aos amigos do Uruguai ficam estes versos
Como lembranças de um costeiro sonhado.

/Quem cuida o mato como cuida o passarinho
Quem cuida o rio sem pretensão de pescar mais
Tem a certeza que o sol nasce mais bonito
Brotam mais flores ao redor dos mananciais./

AMIGOS DA NATUREZA

PRODUÇÃO/MÚSICA
CRIAÇÃO DOS ALUNOS/5ª SÉRIE
ESCOLA MUNICIPAL SÃO PEDRO

Se lá no povo entre os montes de sujeira
Sentir mau cheiro e poluição do rio
Junte seu lixo, limpe seu acampamento
Venha pra luta, não fique neste vazio
Depois de limpo o importante é conservar
E a natureza logo vai agradecendo
Aos amigos que tentaram preservar
Cidadania assim vai acontecendo.

Em cada monte de sujeira recolhido
Fica a certeza de um trabalho cidadão
E a limpeza deste mundo poluído
Nada mais é do que a nossa obrigação.

/Quem cuida o lixo como cuida sua vida
Quem cuida a mata com a intenção de viver mais
Tem a certeza que deus lá no infinito
Abençoará a sua vida sempre mais./

domingo, 30 de agosto de 2009

SÉTIMA OFICINA

No dia 25 de agosto foram trabalhadas as unidades 14 e 15 do TP4, tendo por objetivos: reconhecer texto e leitor como criadores de significados;relacionar objetivos com diferentes textos e significados de leitura;conhecer a amplitude e o papel do conhecimento prévio na leitura. Para isso, foi apresentado o texto "O SORRISO DE GAGARIN", de Marcelo Leite.

"Foi-se. O Brasil já tem seu astronauta, o tenente-coronel Marcos César Pontes, que partiu sorridente para a órbita terrestre a bordo da ultraconfiável geringonça Soyuz. Durante oito ou nove minutos de decolagem ao vivo pela TV, comportou-se à altura: deu tchauzinhos, fez sinal de positivo e apontou para a bandeira brasileira na manga esquerda de seu traje.
O gesto só não foi a senha para uma avalanche de ufanismo espacial porque ela já havia começado antes. Muito antes, por exemplo, na desanimada fala em rede nacional de TV do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, no mesmo dia.
A imprensa já estava coalhada de reportagens e documentários sobre Pontes, o novo herói dos brasileiros (rivalizado nos últimos dias por um simples caseiro, Francenildo).
Nesta altura, já se sabe quase tudo sobre o aviador nascido em Bauru há 43 anos. É bom filho, pai e irmão. Desenha bem e toca violão. Até compôs "Suíte Sideral", que serviria de trilha sonora para a aventura brasileira no espaço. Arrastado pelo entusiasmo com a odisséia tupiniquim, um repórter de TV arrojado afirmou que até as estrelas compreenderiam a emoção especial do astronauta brasileiro. E por aí se foi.
O ponto alto da mistificação foi comparar Pontes com Alberto Santos Dumont e Iuri Gagarin. Pontes merece todo o respeito, mais por sua coragem e determinação do que por suas palavras, mas não chega aos pés de nenhum dos dois. O primeiro aviador brasileiro voou nas máquinas que ele mesmo projetou, um século atrás, com toques de genialidade (mais apreciáveis num Demoiselle do que num 14-Bis).
Gagarin, por seu lado, fez mais que ser o primeiro a voar algumas dezenas de metros. Sentou-se no topo de um míssil e viu o próprio planeta de fora, coisa que nunca ninguém havia feito. Foi e disse: "A Terra é azul". Nunca mais precisou dizer nem fazer nada. Bastava sorrir.
Pontes também tem muitas razões para rir, mas não são as mesmas de Gagarin. Compará-lo ao herói soviético com base somente nisso – o sorriso – é prova rematada de falta de assunto, ou de argumentos.
A cobertura da imprensa para o pequeno vôo histórico do brasileiro, contudo, não teve só ufanismo. Aqui e ali se fizeram ouvir críticas ao caráter perdulário da empreitada, à indigência da maior parte dos experimentos que leva a bordo, aos objetivos propagandísticos da viagem. Coisa rara, na cobertura de feitos científicos.
No dia mesmo do lançamento, em pleno Jornal Nacional da Rede Globo, que tanto investiu no novo herói, a surpresa: uma entrevista com Ennio Candotti, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), espinafrando a iniciativa. Denunciou que a "carona paga" torrava boa parte do orçamento do programa espacial e disse que isso equivalia a comer a sobremesa antes da refeição.
Gagarin, se não estiver se revirando no túmulo, pode até estar sorrindo. Talvez dissesse: "A Terra é azul, mas o espaço, hoje, é verde-e-amarelo".

Após a leitura, foram apresentadas as seguintes questões para discussão:
1) Por que Marcos Pontes tornou-se herói dos brasileiros?
2) Por que ele estava sendo rivalizado pelo caseiro Francenildo?
3) Por que o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, falou em rede nacional?
4) Por que a imprensa estava coalhada de reportagens sobre Pontes?
5) Quem foi Santos Dumont?
6) Quem foi Yuri Gagarin?

Os objetivos da unidade 15 foram: conhecer as várias funções e formas das perguntas, na ajuda à leitura do aluno;utilizar procedimentos que levem à determinação da estrutura do texto;utilizar procedimentos adequados para atingir o objetivo de ler para aprender. Para isso, foi trabalhado no TP4 p.118 o texto “Este Admirável Mundo Louco”, de Ruth Rocha, que retoma o título de um romance escrito por Aldous Huxley, onde é apresentada uma sátira ao mundo moderno e suas conquistas.

O que você pode esperar de um livro com este título: Este admirável mundo louco ? O que sugerem os dois adjetivos dele?

Para finalizar, foi feita a leitura do texto “A expansão da pobreza nas cidades”, p. 136 e solicitado que os professores prestassem atenção aos TIPOS DE PERGUNTAS que podem orientar o leitor a compreender o texto.

a) Algumas perguntas procuram abordar informações que estão claras e diretamente apresentadas no texto;
b) Algumas perguntas exigem do leitor uma busca mais cuidadosa de resposta, para a qual ele deve fazer algum tipo de inferência;
c) Algumas perguntas pedem do leitor uma resposta pessoal, baseada nos seus valores, sua percepção de mundo, da sociedade;
d) Algumas perguntas dizem respeito ao gosto pessoal, a preferências e aversões;
e) Algumas perguntas procuram levar o leitor a relacionar o texto a outros textos ou outras posições. (TP4 p.120/121)

SEXTA OFICINA

Depois da parada obrigatória, devido à gripe H1N1, foram retomados os trabalhos do Gestar II em Três de Maio no dia 18 de agosto. A sexta oficina foi a projeção do filme “Narradores de Javé”, onde os professores elaboraram uma sequência didática a partir do tema do filme.

"Num bar à beira do rio, alguns homens conversam sobre a importância de saber ler e escrever. Um deles, Zaqueu, conta a história de sua pequena cidade, Javé. Ameaçada de desaparecer sob as águas de uma usina hidrelétrica, Javé só poderia ser salva se provasse a sua importância como patrimônio histórico ou cultural do país. Os habitantes da cidade concordam em chamar Antônio Biá, única pessoa que poderia dar conta dessa missão de redigir a história da gloriosa formação do povoado. Biá já demonstrara possuir imaginação fértil e muita graça quando passou a escrever cartas, contando detalhes picantes inventados ou aumentados sobre os moradores de Javé." (SINOPSE)

PLANO DE AULA
1. Tema: Gêneros textuais

2. Objetivo:
- Identificar, diferenciar e caracterizar os gêneros textuais presentes no filme;
- Refletir sobre as variações linguísticas.

3. Série: 8 a

4. Carga horária: 6h/a

5. Metodologia:
- Exibição do filme;
- Questionamento sobre as diferentes formas de registro das histórias;
- Análise do vocabulário utilizado pelos personagens e registro;
- Discussão sobre a questão ambiental, a transformação e destruição dos ecossistemas.
- Produção de texto;
- Apresentação dos grupos.

6. Recursos:
- Audiovisual

quinta-feira, 23 de julho de 2009

QUINTA OFICINA

A quinta oficina foi desenvolvida no dia 21 de julho no Laboratório de Informática da EMEF Germano Dockhorn. Foram feitas reflexões sobre os usos e as funções da escrita nas práticas do cotidiano; e produção de atividades de preparação da escrita, considerando a cultura local, a regional e a nacional. Os professores leram os textos sobre as práticas de leitura de Patativa do Assaré (p. 18 – TP4) e Paulo Freire (p.19) e responderam as questões:
a)Quais as recordações que cada um dos autores, hoje consagrados em nossa cultura, trazem sobre o seu aprendizado da leitura-escrita? O que há de comum nas suas experiências?
b)A partir dos relatos, quais os elementos contextuais, nos ambientes que os cercavam, que ajudavam os autores a aprender a ler o mundo?
c)Na sua opinião, a partir da leitura desses textos, os autores utilizam a escrita para quê?
Em seguida ouviram a música “Baião”, de Luis Gonzaga e Humberto Teixeira (p.42), e foram desafiados a planejar, brevemente, uma aula, utilizando esse texto para preparar os alunos para a escrita.
Desenvolveram também uma atividade de produção textual, onde deveriam produzir um texto utilizando as seguintes palavras, mesmo que seus significados fossem desconhecidos: MUXUANGO,HERMENEUTA, VITUPERADO, DEFENESTRAÇÃO, PERFUNCTÓRIO, IGNÓBIL, SIBILINO, UXORICÍDIO, APOPLEXIA, FALÁCIA.

TEXTO 1

Certo dia, estava eu caminhando pelo meu bairro MUXUANGO, repetindo FALÁCIAS que li e reli durante anos de estudo. De repente, deparei-me com um HERMENEUTA, sujeito estranho, que parou para conversar comigo e foi me perguntando tudo sobre a cidade. Enquanto conversávamos, o sujeito passou por uma crise de APOPLEXIA e eu fiquei IGNÓBIL diante da situação, sem saber realmente o que fazer.
Fiquei VITUPERADO esperando que aparecesse alguém naquele momento para me auxiliar. Por sorte, chegou o Sr. SIBILINO, entendido desses estranhos ataques e usuário de medicina alternativa, realizou uma consulta por meio da DEFENESTRAÇÃO. Por incrível que pareça, o homem começou a reagir e assim evitou-se um UXORICÍDIO. Mas não foi possível evitar que ocorresse um PERFUNCTÓRIO e então levamos o sujeito ao hospital.
O médico surpreso fala que se demorássemos mais algum tempo para socorrê-lo, não haveria chances de sobreviver.

(Adriana e Rosane)

TEXTO 2

E-mail
De: HERMENEUTA@gmail.com
Para: MUXUANGO@gmail.com
Querido MUXUANGO!
Como está a família? Aqui estamos todos bem, de pé na estrada ruma a sua casa. Arrume hospedagem que iremos eu e minha esposa APOPLEXIA, nossos filhos: VITUPERADO, DEFENESTRAÇÃO, PERFUNCTÓRIO, IGNÓBIL, SIBILINO, UXORICÍDIO e a nossa cachorra FALÁCIA. Beijos. Até amanhã.
HERMEUTA.

(Beatriz e Sandra)

TEXTO 3

Certa feita, Maria estava IGNÓBIL, em uma noite muito escura, quando passou por um MUXUANGO muito falante, porém não deu muita importância para a FALÁCIA do VITUPERADO senhor. Mal sabia ela que aquele indivíduo era um autor de DEFENESTRAÇÃO e, em consequência disto havia cometido um grande UXORICÍDIO.
A sorte de Maria foi que o VITUPERADO HERMENEUTA não cometeu o mesmo ato PERFUNCTÓRIO com ela. Maria pensou consigo mesma: falarei com este SIBILINO, nada muito PERFUNCTÓRIO e, na certa ele nem perceberá que tenho APOPLEXIA.
E assim, foi-se o SIBILINO homem, e um ficou sem saber o segredo do outro.

(Glauber Seibert)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Produção de uma prosa a partir do Poema "A pesca" - Alunos da Rede Municipal





DICAS DE PESCA

1- Em primeiro lugar, colocar a isca que quiser (minhocas, peixes pequenos ou massa de pescar).
2- Devemos jogar a linha com velocidade na água, procurar jogar a linha o mais longe possível.
3- Esperar em silêncio, o mais quieto possível para o peixe não se assustar com o barulho.
4- Puxar a linha na hora certa e adequada, senão o peixe pode se assustar.
5- Escolher o tipo de peixe que quer pegar pela isca usada.
6- Verificar se o anzol está afiado e com ponta, senão você não vai pegar um peixe.
7- Ficar bem atento e você não pode dormir!!!
BOA PESCA!

Isaías Matheus Mendes


A PESCARIA

Num dia que tinha chovido muito, Júnior e seu pai foram pescar num rio perto de casa. Eles arrumaram a linha, o anzol, a isca e o caniço e saíram. De repente, Júnior pegou um peixe muito grande. Ele ficou tão feliz! Foi correndo para casa mostrar à mãe o peixe que tinha pescado. Então ele disse:
- Mãe, agora que dá vontade de pescar.
Sua mãe falou que agora ele não iria pegar mais um peixe assim grande.
Quando foi pescar novamente, seu pai só tinha pegado peixes pequenos.
Depois, o pai pegou também um peixe grande. Já estava ficando escuro, então o pai falou:
- Vamos para casa, já está anoitecendo.
Quando chegaram em casa, o pai falou para a mãe que era para fazer um frito, para comer. Depois a mãe de Júnior fez um frito e eles comeram todos os peixes. Júnior achou tão bom os peixes que se chovesse novamente, eles iriam pescar de novo.

Ângela, Luciana e Vinícius.



GUIA DE PESCA

1- Coloque a isca no anzol.
2- Jogue a linha no meio do rio.
3- Espere em silêncio.
4- Quando o peixe fisgar a isca, puxe o anzol.
5- Verifique se o anzol está sempre afiado na ponta, senão você não consegue pegar o peixe.
6- Fique atento com seu peixe para ele não escapar.
7- Olhe se a iscar está no anzol.
8- Compre linha forte, porque senão ela arrebenta e o seu peixe foge.
9- Procure um bom lugar do rio para pescar.
10- De noite, coloque espera para pegar peixes.

Júnior e Darlan

Produção dos alunos da Rede Municipal - Atividade do texto da Casa



PLANO DE ROUBO

O roubo acontecerá na quinta-feira. Chegarei de carroàs 9:30h da manhã, entrarei pela porta lateral, irei à sala de jantar e pegarei o som, a porcelana, a prata e os cristais. Subirei para o segundo andar, irei para o escritório pegar os selos, as moedas e as outras coisas de valor. No quarto pegarei as coisas de valor, depois irei ao closet no cofre pegar todas as joias e objetos de extremo valor. Sairei e levarei o resto das coisas que encontrar pelo caminho. Quando sair, pegarei as três bicicletas que estão na parede. Depois de guardar tudo, voltarei para a casa e arrumarei tudo para não deixar pistas. Fugirei sem que ninguém note, pois a casa mais próxima está a meio quilômetro dali.

Mariana (quinta série)

ALUGA-SE CASA

Aluga-se uma casa com 3 dormitórios, 3 banheiros, 1 cozinha, 2 salas (sala de estar e sala de jantar), 1 lavanderia, quiosque com uma bela piscina. Na frente da casa, um pátio com pracinha.
No quarto do casal, uma suíte com closet. Para as crianças uma escrivaninha com computador. Na sala de jantar, um belo lustre e pratos de porcelana, talheres e copos. Na sala de estar, 1 televisão de 60 polegadas, 3 sofás, incluindo uma poltrona do papai.
A casa tem garagem, churrasqueira elétrica e lugar para 3 carros. A casa é da cor verde-abacate.
Rua 25 de Março, 705
Bairro Barra Funda
Tratar: 3535-8425

Thaila Carvalho, Bruna Schiavi e Cristian Camargo

VENDE-SE

Vende-se uma casa retirada da cidade, grande, com altos arbustos na entrada, jardim extremamente bem cuidado, parede lateral revestida com pedras, entradas laterais. Sala de estar recém pintada, como o resto do primeiro andar.
Cozinha repleta com várias peças de porcelana, prata e cristais.
O único defeito é que o lavabo ficará úmido e mofado depois de ter arrebentado o encanamento.
Escritório com coleções de moedas raras, três quartos no andar superior da casa, um quarto com closet e um cofre, e parede revestida com mármore.
Tratar com Elisabete, fone: 9994-0000

Luana Maciel e Tânia Fernandes

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Atividade de produção de uma prosa a partir de um poema

Após a leitura e interpretação do poema de Affonso Romano de Sant'Anna, foi solicitado aos professores reescrever o texto em:
•Prosa narrativa;
•Prosa descritiva;
•Prosa Injuntiva ;
•Prosa dissertativa argumentativa;
•Prosa dissertativa expositiva.

GUIA PRÁTICO DE PESCARIA (PROSA INJUNTIVA)

Num dia de sol, junte os amigos e prepare o material para a pescaria.
Revise o motor do barco, separe as varas de pescar e verifique os anzóis.
Providencie as iscas, coloque-as no anzol lançando-o na água.
Faça silêncio. Aguarde o peixe fisgar, puxe rapidamente.
Retire o anzol da boca do peixe.
Armazene-o no gelo.
Aproveite a areia e o sol, e não esqueça o protetor solar.


(texto elaborado em Porto Alegre pelo grupo 3, do qual a formadora de Três de Maio fazia parte)


A PESCA (PROSA NARRATIVA)

Num domingo ensolarado, Beatriz e Sandra resolveram fazer uma pescaria no pesque-pague do município. Levaram para a pescaria caniço, anzol, isca, caixa de isopor, mochila com lanche, protetor solar e repelente.
Na chegada, passaram protetor solar e repelente, caminharam para conhecer o local e apreciar a natureza.
Sentaram à beira do açude, prepararam a vara de pesca, colocaram a isca no anzol, jogaram a linha na água e então permaneceram em silêncio por um longo período.
De repente, sentiram um puxão na linha, retiraram lentamente a linha da água e surgiu um peixe pequeno. Tiraram cuidadosamente o peixinho do anzol e devolveram ao açude.
As garotas ficaram tristes com a pescaria, mas lembraram que estavam num pesque-pague e só poderiam comprar peixes grandes.

(Beatriz Griebler Victorino da Silva e Sandra Lasta Klatt)

A PESCA (PROSA NARRATIVA)

Num sábado de sol, minha mulher e eu resolvemos fazer uma pescaria. Convidamos nosso primo, Marcos, com sua esposa e seu filho. Reunindo os anzóis e tudo o que era necessário para a atividade, partimos de carro até o Rio Uruguai. O tempo estava favorável à pesca, porém com muito sol.
Chegando lá, alugamos um barco e fomos para o meio do rio, jogamos os anzóis e ficamos em silêncio à espera de resultados. A concentração é muito importante nesta hora, pois assim que o peixe belisca, é preciso estarmos atentos.
O primeiro a pegar um peixe, surpreendentemente foi o menino. Animado, ele puxava o anzol, sentindo o peso do peixe que pegara. Foi necessário ajudá-lo, pois o peixe era muito grande e agitava-se muito. Gente adulta tem mais experiência nesta hora e usa mais a precisão do que a força.
Quando o peixe foi colocado para dentro do barco, todos ficaram surpresos, pois era um dourado de aproximadamente 5 quilos. Para tirar o anzol que estava muito preso à boca foi necessário muita agilidade e paciência, mesmo assim a garganta ficou dilacerada. Após a retirada, os anzóis voltaram para a água e, animados com o peixe enorme que nosso companheiro havia pescado, pensávamos que aquela tarde nos renderia muitos outros dourados.
Infelizmente nos enganamos, pois esperamos horas e horas em profundo silêncio ao relento e mais nada! A pescaria foi encerrada com um único peixe. Então, para que não houvesse frustração, resolvemos aproveitar o restante daquela tarde à beira do rio, tomando um bom banho, relembrando o momento de euforia da pesca e curtindo o sol.

( Adriana Retore Nascimento e Rosane Lesses Mezzeta)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

QUARTA OFICINA


O dia 07 de julho foi destinado a caracterizar gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem, dando ênfase ao cordel. Foram feitas também a caracterização de sequências tipológicas narrativas e descritivas; sequências tipológicas injuntivas e preditivas.

O TIPO NARRATIVO apoia-se em fatos, personagens, tempo e espaço. Relata mudanças de estado entre os fatos ou episódios, seja marcando essas mudanças nos tempos verbais ou não.

O TIPO DESCRITIVO enumera aspectos, físicos ou psicológicos, em simultaneidade.
Nenhum dos fatos, ou informações, é necessariamente anterior a outro. Por isso, a inversão na ordem dos enunciados não altera a “imagem” que a descrição constrói.

O TIPO INJUNTIVO OU INSTRUCIONAL tem por objetivo instruir o leitor/ ouvinte sobre alguma coisa. Por isso, as formas verbais mais frequentemente empregadas estão no modo imperativo.

O TIPO PREDITIVO tem por objetivo fazer o leitor/ouvinte acreditar em um estado de coisas que ainda está para acontecer. Por isso, predominam os verbos nos tempos futuros e os conectores lógicos não são importantes. Pode-se perceber, formalmente, uma semelhança com a descrição de uma situação futura: uso de verbos de estado e de frases nominais.

Em seguida, encaminhou-se a produção de uma prosa a partir do poema "A Pesca", de Affonso Romano de Sant'Anna.








Textos com Ritmo - produção dos alunos da Rede Municipal



O RAP DO FUSCA

Te amo tanto, tanto
Não sei mais o que fazer
Daria tudo, daria o mundo
só pra reformar você!

Agora vamos dar uma volta
Curtir um dvd
O som é da pesada
Você não vai me esquecer,
me esquecer,
me esquecer!!!

Mas o motor tá falhando,
o paralama tá quebrado,
a lataria tá riscada,
ele tá todo estragado!

(Rafael, Bruno e Jardel)


O VALOR DA VIDA


Esse é um assunto
muito polêmico
Te liga aí, amigo
Para não cair dentro.

As drogas são assunto
que temos que comentar
cuidado, meu amigo
para não se enganar!

A nicotina é outro problema,
não vamos fumar
sua vida está em risco,
não queira se matar!

São tantos assunto,
nem sei como falar
o alcoolismo é um vício,
não vamos exagerar!

Sua vida vale muito,
comece a cuidar!
Se vc entrar em um vício
é difícil se salvar!

Somos adolescentes
está em tempo de se conscientizar
alertando nossos amigos
para na droga não entrar!

(Mano Gio e Mana Garcy)




MUNDO VIOLENTO

Nesse mundo violento

Existe muita gente

Que pira nossa mente.

Deixando sem jeito

Sem jeito pra falar,

sem jeito pra narrar.

Todos os dias vemos

Noticiários na TV

Que deixa a gente

Preocupado

Sem saber o que fazer.

A violência está aí

Não tem como sair

São tantos roubos,

são tantos assaltos,

mortes e assassinatos.

É tão difícil ver

Tudo isso aqui

Mas eu vou te contar

Existe um lugar feliz.

Esse lugar

nós temos que construir

para não deixar o futuro destruir.

(Ana Catharina e Gracieli)

terça-feira, 30 de junho de 2009

TERCEIRA OFICINA

No dia 30 de junho, no Laboratório de Informática da Escola Municipal de Ensino Fundamental Germano Dockhorn, ocorreu a terceira oficina do Gestar II de Língua Portuguesa.
Inicialmente foi apresentado o texto "Procura-se Professor", onde discutiu-se a intencionalidade desta mensagem.
Em seguida, foram entregues os trabalhos realizados em sala de aula referentes à segunda oficina (produção de texto com ritmo), as professoras relataram qual era a expectativa que criaram e quais foram os resultados obtidos.
Partindo para o embasamento teórico, identificamos as diferenças e semelhanças na organização dos textos utilizados em diversos contextos de uso linguístico; observamos características que levam à classificação de um gênero textual; relacionamos gêneros textuais e competência sociocomunicativa; diferenciamos o gênero literário de gênero não-literário.
Destacamos que no ensino fundamental o importante é trabalhar o epilinguístico (fazer com que os alunos entendam e transitem bem nos diferentes gêneros).
GÊNEROS TEXTUAIS
ATIVIDADE
Os dois garotos correram até a entrada da casa. “Veja, eu disse a você que hoje era um bom dia para brincar aqui”, disse Eduardo. “Mamãe nunca está em casa na quinta-feira”, ele acrescentou. Altos arbustos escondiam a entrada da casa; os meninos podiam correr no jardim extremamente bem cuidado, “Eu não sabia que sua casa era tão grande”, disse Marcos. “É, mas ela está mais bonita agora, desde que meu pai mandou revestir com pedras essa parede lateral estava vazia exceto pelas três bicicletas com marchas guardadas aí.”Eles entraram pela porta lateral, Eduardo explicou que ela ficava sempre aberta para suas irmãs mais novas entrarem e saírem sem dificuldade.Marcos queria ver a casa, então Eduardo começou a mostrá-la pela sala de estar. Estava recém pintada, como o resto do primeiro andar. Eduardo ligou o som: o barulho preocupou Marcos. “Não se preocupe, a casa mais próxima está a meio quilômetro daqui”, gritou Eduardo. Marcos se sentiu mais confortável ao observar que nenhuma casa podia ser vista em qualquer direção além do enorme jardim.A sala de jantar, com toda a porcelana, prata e cristais, não era lugar para brincar: os garotos foram para a cozinha onde fizeram um lanche.Eduardo disse que não era para usar o lavabo porque ele ficara úmido e mofado uma vez que o encanamento arrebentara.“Aqui é onde meu pai guarda suas coleções de selo e moedas raras”, disse Eduardo, enquanto eles davam uma olhada no escritório. Além do escritório, havia três quartos no andar superior da casa.Eduardo mostrou a Marcos o closet de sua mãe cheio de roupas e o cofre trancado onde havia jóias. O quarto de suas irmãs não era tão bonito quanto o de seus pais, que estava revestido de mármore, mas para ele era a melhor coisa do mundo.

Depois da leitura do texto traduzido e adapatado de Pitchert & Anderson "Different perspectives on a story"(Journal of Education Psychology, 1977, 69), foi proposta a atividade de produzir um texto onde cada grupo optaria em:
- vender a casa
- comprar a casa
- tentar tombar a casa
- roubar a casa
- alugar

Produção de texto a partir do texto sobre a casa

VENDER A CASA

CLASSIFICADOS

Vende-se: casa mobiliada, localizada na Rua Pedro Cunho, n° 124, Bairro Modelo – Três de Maio/RS, com jardim bem cuidado e altos arbustos na entrada da casa, parede revestida com pedras, quarto de casal revestido de mármore com closet e cofre, três quartos no andar superior, sala de jantar com utensílios de porcelana, prata e cristais, escritório com coleção de selo e moedas raras. Contato pelo telefone (55)3535-2002 ou e-mail joão@hotmail.com . Preço a combinar.

(Beatriz Griebler Victorino da Silva e Sandra Regina Lasta Klatt)

ROUBAR A CASA

PLANO DE ROUBO

1 – Na quinta-feira, porque a criança ou está brincando ou na escola, e os pais não estão.

2 – Entrar pela porta lateral que está sempre aberta.

3 – É uma casa isolada, não tem moradores por perto. Aí não tem perigo!...

4 – Vamos a pé; pegamos duas das bicicletas que estão na entrada lateral.

5 – Arrombar o cofre no quarto, pegar o que der dele (joias).

6 – Pegar no closet mala e sacola de viagem e encher de peças de prata e de roupas caras.

7 – Descer ao escritório e procurar a coleção de selos e moedas raras, pegar o que der!

8 – O plano deverá ser executado em menos de uma hora.

9 – Se der tempo, vamos passar na cozinha e comer alguma coisa.

10 – Cada um foge com tudo o que roubar, numa das bicicletas, saindo pelo mesmo lugar que entrou.

(Adriana Retore Nascimento e Rosane M. Lesses Mezzeta)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SEGUNDA OFICINA

No dia 16 de junho, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Germano Dockhorn, as professoras cursistas de Língua Portuguesa participaram da segunda oficina do Gestar II.
Inicialmente foram provocadas as responder a pergunta "Você está pronto para ser uma águia?" e acompanharam a mensagem da Águia, percebendo a importância da renovação.
Em seguida, através dos slides, apresentou-se a diferença entre Alfabetização e Letramento. Foi um momento de rica discussão.
Antes do vídeo "O saber e o Sabor", foi solicitado que fizessem apontamentos e destacassem pontos a serem comentados. A conversa foi muito produtiva e salientaram a frase de Rubem Alves "Educar não é ensinar respostas, educar é ensinar a pensar".
Finalizando, acompanharam o "Tango", de Dirceu Câmara Leal e desenvolveram a atividade de produção de um texto com ritmo. Essa atividade será aplicada em sala de aula, juntamente com alguma tarefa do TP3, unidades 9 e 10.




ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM SALA DE AULA

Criação de um texto com RITMO:


As crianças na escola

As crianças na escola
correm, correm sem parar,
elas não ficam paradas
gostam mesmo é de brincar.

Na escola as crianças
vão para aprender,
para quando forem adultos,
na vida sempre vencer.

No recreio brincam, brincam,
e todos dizem: -Devagar!!!
Mas não querem nem saber,
querem mesmo é brincar.

Quando voltam para a sala,
estão todos suados,
mas agora não querem correr,
querem mesmo aprender.

(Tânia, Diego e Vinícius)


HIP HOP

Eu sou mano Hermes
e sou um garanhão
eu vou te pegar
e vou roubar seu coração.

Meu nome é Bibiana
não sou fácil não
pra ficar comigo
vai passar por um provão.

Vai, pode falar
Neste teste eu vou arrasar.
Ah, eu quero ver
então começa a responder
qual a cor dos meus olhos,
sem você ver?

Castanho escuro
Pra variar
Agora pode vir me namorar!

Você acertou,
mas não me pegou...

(Bibiana e Wesley)
Pedro
E agora, Pedro?
Que tudo acabou
E tudo sumiu?
A noite esquentou
E a luz apagou
E agora, Pedro?
E agora, você?
E agora o mundo está acabando
Pois não tem ninguém para cuidar
Porque os animais estão morrendo
E as matas ardendo em chamas!
E agora, Pedro?
E agora?
Está sem amigos!
Está sem mulher
Também sem carinho
Que todo mundo quer!
Assim também, Pedro
Os rios estão sem água
E tudo está acabando
E as terras desabando
E as geleiras derretendo
O mar está a transbordar
E logo vai tudo alagar
E pra todo lugar que se olha
Há lixo por todo lado
E agora, Pedro?
E agora, Pedro?
Sozinho a andar
Podias ter um cavalo
para cavalgar
Para cavalgar
para um lugar distante
Distante demais!
Para onde, Pedro?
(Eduardo e Jonas)






quarta-feira, 10 de junho de 2009

Professoras Cursistas


Professoras cursistas do Gestar II em Três de Maio.

Entrega do material aos cursistas


Entrega simbólica do primeiro kit aos professores cursistas de Língua Portuguesa de Três de Maio. Na foto, da esquerda para a direita: Professora Neiva Corso (coordenadora pedagógica do Gestar II), Professora Scheila Taísa Cobalchini (formadora), Professora Adriana Retore (cursista) e Professora Maria Helena Naressi (Secretária de Educação do município).

Apresentação do Programa Gestar II em Três de Maio



No dia 05 de junho, nas dependências da Escola Municipal de Ensino Fundamental Germano Dockhorn, as professoras de rede municipal iniciaram o Programa Gestão da Aprendizagem Escolar (GESTAR II). Na oportunidade, foram apresentados o Programa, a Proposta Pedagógica, a forma de Implementação e os procedimentos para utilização dos Cadernos de Atividades.